sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Transformar-se ou Padecer?

  Imagine uma quantidade de merda em sua mão. Imagine suas múltiplas utilidades, sendo usadas pra múltiplas finalidades.
  A merda descriminada que é, logo, por ser pior que resto, é agora dona de um sentido de transformação. Ela transforma-se e gera Vida(interprete Vida pensando como o próprio conhecimento, principalmente).
  Nós, O HOMEM, somos que nem a merda. Somos merda enquanto somos, e temos, infinitamente, o sentido natural de gerar "Vida". No entanto, em toda tese algo diferente padece.
  Existe Indivíduos, Humanos, que se contrapõem a sua própria natureza. E na forma mais chula de colocar-me, simplesmente, cagam e andam: merda fazendo merda.
  Nasce como merda, recusa-se a transformar-se para seu bem e um maior e morre como uma simples e descriminada por todos: merda.

                                                                               (Aristóteles)

sábado, 22 de outubro de 2016

Navio Vermelho

Entenda de uma vez, Mamãe...
Eles não querem entender
Que tudo é uma grande merda.

Tudo é conspiracion, Mamãe.

Eles possuem o sangue vermelho, mamãe... Do puro escarlate.
Então o que faço para verem?
Os corto para verem a ideologia correr?

Cheiram a pobre e podres... Não conhecem da igualdade, compreende?
não entendem a mudança de
mamãe pra madre.
Não me entendem mesmo... Não me entendem.

Eles não vêem, mamãe, que estamos
todos no mesmo navio vermelho com uma estrela. Indo pra igualdade almejada.

Indo no Titanic escarlate.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Caixa Oca

O sujeito não tinha forma.
Seus olhos erão cinzas, não brilhavam 
nem com lágrimas... 
Até porque não chorava, negando-se 
à chama dessa fraqueza.

Perambulava sobre os cantos.
Andava e andava como se não 
tivesse pra onde ir. Apenas se movia. 

Num dia, sentou-se na areia da praia e 
olhou pra cima: contemplou as estrelas. 
Levantou-se e se moveu pra algum lugar qualquer. 

O sujeito era algo; o sujeito era nada.
Perecia na condiçao de sujeito, mas era objeto.
Não passava de uma caixa oca de olhos cinzas.
Olhos cinzas estes que ainda vagueiam 
em meio ao vazio.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

O Teu Futuro a Deus Pertence

Do cachorro que caga no poste,
até a senhorinha que vai comprar cigarro.
O que foi.
O que será.
Do medingo que, bêbado, canta cantigas ao céu, sobre o teto do supermercado ou barzinho que fechou.
Da folha que vai cair amarela, até a planta de Maconha que nascerá.
E murchou.
Rima, rima, bonito é, só que viável?
Duvido. Logo duvide.
Se na aula da tia, eu tinha falado que eu era dono do meu destino?
E você caga.
E você come.
O que tu paga? Sai do futuro? Vem do cachorro que cagou no poste, ou da senhorinha sequelada que foi comprar o fumo bem ali? Ou vem de Deus, o dono futuro?
Come, aí quando tu for cagar pare um segundo, olha pra sua merda feita ai... decide.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Mistério Anal

A consistência do cu: Auréola, usado, usável.

A consistência de todos.

Dê. 
Não dê.
É aquilo que é!

A consistência do meu cu: Usável, não usado, saída de coisas.
Com um fato indefinido...
O de não saber se será, com gozo, usado.

Dê.
Não dê.
Será se qualquer jeito.