O sujeito não tinha forma.
Seus olhos erão cinzas, não brilhavam
Seus olhos erão cinzas, não brilhavam
nem com lágrimas...
Até porque não chorava, negando-se
à chama dessa fraqueza.
Perambulava sobre os cantos.
Andava e andava como se não
Andava e andava como se não
tivesse pra onde ir. Apenas se movia.
Num dia, sentou-se na areia da praia e
olhou pra cima: contemplou as estrelas.
Levantou-se e se moveu pra algum lugar qualquer.
O sujeito era algo; o sujeito era nada.
Perecia na condiçao de sujeito, mas era objeto.
Perecia na condiçao de sujeito, mas era objeto.
Não passava de uma caixa oca de olhos cinzas.
Olhos cinzas estes que ainda vagueiam
em meio ao vazio.

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