quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Caixa Oca

O sujeito não tinha forma.
Seus olhos erão cinzas, não brilhavam 
nem com lágrimas... 
Até porque não chorava, negando-se 
à chama dessa fraqueza.

Perambulava sobre os cantos.
Andava e andava como se não 
tivesse pra onde ir. Apenas se movia. 

Num dia, sentou-se na areia da praia e 
olhou pra cima: contemplou as estrelas. 
Levantou-se e se moveu pra algum lugar qualquer. 

O sujeito era algo; o sujeito era nada.
Perecia na condiçao de sujeito, mas era objeto.
Não passava de uma caixa oca de olhos cinzas.
Olhos cinzas estes que ainda vagueiam 
em meio ao vazio.


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