No lago de Abaeté,
Sobre os olhos claros da lua,
Espero os seus mais que verdes.
Sobre os olhos claros da lua,
Espero os seus mais que verdes.
Belisque-me. Tempo que voa!
E no lago claro de Abaeté,
Ainda espero teus verdes olhos
Sobre o claro que já se forma;
Sobre a lua já não tão lua.
Ainda espero teus verdes olhos
Sobre o claro que já se forma;
Sobre a lua já não tão lua.
Belisque-me. Tempo que voa...
E assim no lago de Abaeté,
Sob o escuro que já não é,
Fitei minha infelicidade:
Sob o escuro que já não é,
Fitei minha infelicidade:
— Será que de teus quatro cantos, Abaeté,
Se não o lago, e a lenta maré,
Levarei somente saudade?
Se não o lago, e a lenta maré,
Levarei somente saudade?