terça-feira, 10 de setembro de 2019

Abaeté

No lago de Abaeté,
Sobre os olhos claros da lua,
Espero os seus mais que verdes.

Belisque-me. Tempo que voa!

E no lago claro de Abaeté,
Ainda espero teus verdes olhos
Sobre o claro que já se forma;
Sobre a lua já não tão lua.

Belisque-me. Tempo que voa...

E assim no lago de Abaeté,
Sob o escuro que já não é,
Fitei minha infelicidade:
— Será que de teus quatro cantos, Abaeté,
Se não o lago, e a lenta maré,
Levarei somente saudade?

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