quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

01/01/2021

Tive que refazer o início deste texto. Não posso me ater a escrever reflexões ambíguas e longas. A verdade que eu gostaria de transformar em palavras pode se resumir em duas palavras: eu perdi. Perdi para mim mesmo.

Perdi por causa da minha falta de coragem, perdi pela minha prepotência, perdi graças aos meus próprios monstros inventados. O cansaço cada vez mais, pelo que sinto, está chegando no meu limite. Quanto mais apanho, mais me canso de apanhar; quanto mais batalhas perco, mais me canso de perdê-las. E qual o efeito colateral da derrota, no fim das contas? Não sei, mas busco não pensar nisto.

A real é que o cansaço bate mais ainda quando eu prevejo que mais derrotas estão por vir, e a guerra está longe de acabar. Guerra que eu perdi há muito tempo atrás. E esperar mais uma decepção pra quê, mesmo que a última? Eu já perdi. Sorte dos que me rodeiam, e por mim demonstram algum apresso, que amo minha vida na mesma intensidade que a odeio. Não me vejo "cortando atalhos". Então é o que me basta: seguir, sobreviver e tentar viver.

E se respirar for o que é preciso, então seguirei respirando. Mas deixo bem claro: acabo de desistir de ser feliz, de ser amado, de tentar amar e de demonstrar aquilo que há de bom em mim, ainda. Daqui pra frente o que acontecer, aconteceu. Entrego o que me acometer às maos do destino (Sejam coisas boas ou ruins), e que se foda o fim desta guerra. No fim das contas, não restará sobreviventes.

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