domingo, 27 de dezembro de 2020

A Reflexão de Ferdinando

Ferdinando refletia sobre a vida do homem como ela é. Percebeu que alguns de nós acordamos e nos preparamos para um longo dia, mesmo que não da melhor forma, e saímos a exercer boas ações no percurso do caminho. A fim de quê? De salvar o mundo de alguma forma, mesmo que ele esteja despencando cada vez mais, no presente, e em constância. 

Mas, percebeu ele, que alguns de nós, de uma forma ou de outra, sempre tenta compensar as coisas (Mesmo sabendo, no âmago do ser delas, que tragédias pesem muito mais que coisas boas). E elas caminham mais e mais, de forma rápida ou lenta, e influenciam outras a caminhar também. Essa era uma das belezas da vida a propósito, reconheceu Ferdinando.

Em contraponto, ele percebeu que alguns de nós acordamos da melhor forma desejando que os seus próprios semelhantes nem se quer acordassem. E saem por ai expurgando de dentro de si maldade no percurso do caminho. E qual a finalidade disso? O caos. Pois sabem que o mundo cada vez mais despenca; já se convenceram que para isto não existe mais reversão.

E elas gostam de pesar no lado mais pesado da balança: o triste. Assim como as boas pessoas, elas gostam de semear coisas por aí, mas semeam o que têm: suas desgraças e deficiências. E caminham mais e mais por ai, semeando por todos os cantos aquilo de ruim que consigo carregam. Com isso, Ferdinando notou a moral da história que o ponto e o contraponto lhe mostrara, e era a mais pura verdade de todas: o ser humano é o lindo castelo e ao mesmo tempo a própria ruína dele.

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