Eu ando pensando sobre muita coisa. Vez ou outra eu mais que penso, defino. Um dia desses eu andava pensando sobre morte (Suicídio consumado) e conclui que há, sim, esse tipo de consumação pré-morte entre suicidas. Pouco tempo depois, numa colher de indagação, a consumação da ideia caiu por terra. Com vida, o "porquê" e o "e se", pode ser a desculpa pra morte (Pra evitar). E assim conclui.
Outra dia eu pensava sobre Amor. Ah, o amor... o desejo do homem; a maçã proibida; o deleite da Filosofia. Por exemplo, para Platão o amor não se concebe no desejo pela carne, mas sim pelas virtudes como: a paciência; a inteligência; a delicadeza; o ódio e seus afins aproximados. Ah, e a propósito, "amor platônico" tornou-se um conceito distorcido tanto da ideia de Platão como da definição do criador do termo, provindo do século XV.
Confesso que, às vezes, penso em muita merda, mas, logo quando elas me vem, encaro logo como devaneios. Por favor, guarde esse conselho: o jeito mais eficaz de se tratar brigas com si mesmo é encarar tudo como um devaneio. Inclusive, isso tudo aqui é um devaneio. Ou pelo menos vou preferir levar como um.
Por enquanto, muito do que tenho andado a pensar, tenho encarado como devaneios, conceitos acabados; um trabalho que chegou ao fim. Sempre tentando raciocinar pra não morrer. A Clarice Lispector, em uma de suas últimas entrevistas, disse que estava morta por dentro (Por enquanto). Eu sou do mesmo jeito. Eu vezes existo, vezes vivo, mas tento sempre nunca morrer (Mesmo que por pouco tempo). Acho que eu tenho medo do pouco não ter volta.
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